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Sábado, 28 de Abril de 2018, 14h:25 | A | A

MARLI VIEIRA

COLUNA: A Felicidade...

Por: Marli Vieira

Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

Em qualquer idade, classe social, homem ou mulher, adolescentes, jovens ou não, todos buscam a tão sonhada felicidade todos os dias, de todas as formas e nos mais variados e impensados lugares.

Felicidade (definição) é ”o estado de quem é feliz, uma sensação de bem estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento”. Diante da definição abrimos um leque maior para nossas buscas e refletimos sobre mudanças em nossas vidas e hábitos. É o principio da procura pela felicidade.

O vazio, insatisfação do final do século XX e inicio do século XXI persistem para cada pessoa de uma forma em particular, e às vezes atingem grupos de pessoas. Para algumas crianças ter uma família, alguns brinquedos, e refeições diárias é o sonho de felicidade, talvez porque não se lembrem de ter tido isso, ou tiveram por pouco tempo e isso alimenta os sonhos em ruas ou orfanatos onde se encontram agora, talvez tais coisas possam ser realmente a felicidade ou não, já que acompanhamos nos noticiários depois do Jogo Baleia Azul, que levou inúmeros adolescentes a morte, o novo jogo que em 2018 está levando adolescentes a praticarem desafios que também levam à morte e a pergunta que não cala é o porquê, já que a maioria destes tem um quarto só para si, acesso á educação e a tecnologia, família e amigos.

O vazio não preenchido às vezes pode trazer ao invés de reflexões e busca por novas conquistas na vida de coisas que produzem alegrias para um desanimo e desapego com o que é bom e necessário para a sobrevivência, a falta do sentimento de pertencer a um grupo seguro em peculiar, de ser útil a pessoas ou grupos de pessoas, e isso traz tristeza, melancolia e depressão.

A internet nos conectou a tudo no mundo, são milhares de informações por minutos, segundos, para se assimilar e isso não está sendo assimilado ou administrado por todos ou pela maioria, há uma sensação de perca diante do tempo para muitos jovens e até adultos, não houve uma preparação para quer se lide com todo esse excesso de informação e talvez não haja como preparar, o fato é que vivemos num mundo da geração de informações em todos os segundos, sabemos pouco como filtrar todo isso e não conseguimos processar ou administrar esse novo modo de vida e isso provoca desconforto nas mentes, conturba o equilíbrio mental, induz a modos de vida não pensados ou concebidos antes, e consequentemente leva a um misto de frustração e medo, talvez medo do desconhecido ou medo de não se adequar a tudo isso, vem novamente a sensação do pertencer ou não a determinados grupos onde se obtém a sensação de aprovação, do bem estar e do sucesso, de uma felicidade tão sonhada.

Alguns buscam sua felicidade nesses novos padrões de vida postando em redes sociais, hoje os mais comuns facebook e twitter, todo o seu dia. Ouvi nessa semana uma discussão a respeito e é percebido que pessoas realmente vivem uma ilusão de felicidade ao postarem o que fazem diariamente ou todo o tempo, o que comem, onde estão ou com quem, como se X curtidas pudessem comprovar que são felizes, e a pergunta que não cala é se o mais importante é ser feliz ou provar aos outros que se é feliz.

E continua...

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