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POLÍCIA Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 23:51 - A | A

04 de Abril de 2025, 23h:51 - A | A

POLÍCIA / MATANÇA

Mortos em cemitério do CV são pai e filho sumidos

Vítimas estavam desparecidas desde dezembro de 2024

Brenda Closs/FolhaMax
Várzea Grande/MT



As ossadas humanas encontradas numa região de mata no bairro Jardim Costa Verde, em Várzea Grande, no dia 17 de março, foram indetificadas como sendo de Ricardo Oliveira Alves, de 42 anos, e Ryan Matos Alves, de 18 anos, pai e filho respectivamente, que foram mortos possivelmente por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

O Laboratório da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) por meio de exames de DNA confirmou a identidade das vítimas. Pai e filho sumiram em dezembro do ano passado. O caso repercutiu nacionalmente e virou reportagem no Domingo Espetacular, da TV Record.

No dia 27 de novembro de 2024, Ryan veio de Manaus (AM) para Várzea Grande encontrar o pai. Dois dias depois, o filho sumiu e após 48 horas o pai também desapareceu. À época, Roberto Amorim, delegado do Núcleo de Desaparecidos da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que o material genético dos dois haviam sido colhidos.

Segundo a polícia, o bairro Pirineu, em Várzea Grande, onde pai e filho estavam, é dominado pelo tráfico de drogas. Além disso, Ryan tem histórico de dependência química e isso levou a uma linha de investigação. Emocionada, a mãe de Ricardo e avó de Ryan – que criou o neto como se fosse filho – disse que queria apenas ter a dignidade de enterra-los.

“Você nunca imagina que vai passar por uma situação dessas. Eu lembro da despedida. Não pensei que era uma despedida. A gente perder um filho já é dolorido, perder dois é pior. Eu nunca esperei isso. Eu falei para minha filha que achava que tinha acontecido alguma coisa e ela falava que não, mas meu coração dizia que sim. Meu Deus, me dê pelo menos a oportunidade de enterra-los para eu ter um pouco de sossego na minha cabeça”, desabafou.

Os resultados foram obtidos a partir da identificação de vínculo genético com a mãe e avó paterna das vítimas, que forneceu amostra genética na unidade da Politec. Os materiais foram processados no Laboratório Forense da Capital e comparados com amostra biológica das vítimas. Mediante os resultados, os corpos serão liberados aos familiares.

A localização dos corpos põe fim à angustia da família. Agora a investigação deve continuar a cargo da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) com o objetivo de identificar, prender e saber o motivo da execução de pai e filho.



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