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AGRONEGÓCIOS Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 16:56 - A | A

04 de Abril de 2025, 16h:56 - A | A

AGRONEGÓCIOS / JANELA

Mauro vê tarifaço de Trump como oportunidade de substituir importação de gasolina dos EUA por etanol de Mato Grosso

Jardel P. Arruda e Amanda Divina/ Olhar Direto



O governador Mauro Mendes (União) enxergou na escalada da guerra comercial dos Estados Unidos com o “tarifaço” de Donald Trump uma chance de impulsionar o etanol mato-grossense e reduzir a dependência brasileira da gasolina importada. De acordo com ele, o Brasil poderia parar de importar cerca de 5 bilhões de litro de gasolina e passar a consumir etanol.

“O mundo acordou de ontem pra hoje, alguns espantados, outros perplexos, alguns, talvez a grande maioria, sem compreender esse movimento que é feito pela maior potência mundial. Trump começa uma guerra comercial disparando tiros, mísseis, canhões, bomba, pontapés, chutes para todos os lados do planeta. O Brasil, que importa 10% da sua gasolina na sua matriz energética e seu maior fornecedor são os americanos. Seguramente essa gasolina vai entrar pela lei da reciprocidade no dever de reagir que o país tem”, analisou Mendes.

O governador foi enfático ao afirmar que o momento pode ser uma virada estratégica para o setor do etanol, principalmente para Mato Grosso. O Brasil consome anualmente cerca de 5 bilhões de litros de gasolina importada, quantidade que, segundo Mauro, poderia ser suprida pelo próprio estado.

“Podemos nos tornar livres. São 5 bilhões de litros que o Brasil importa por ano. Só o Mato Grosso pode agregar isso ao país nos próximos anos”, garantiu, durante a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, realizada nesta quinta-feira (3) no Hotel Gran Odara, em Cuiabá, ele destacou a possibilidade de o Brasil responder a sanções comerciais com um movimento que pode beneficiar a produção interna de combustíveis renováveis.

A declaração foi feita para um auditório de representantes do agronegócio, indústria e políticos justamente durante o debate do futuro do etanol no Brasil, especialmente frente aos desafios do mercado internacional. No mesmo evento, ele defendeu a construção de um alcoolduto de Mato Grosso até os centros consumidores, como forma de ampliar o acesso do produto local.



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